Bom, começarei os trabalhos pro esse excelente show/homenagem.
A interpretação do Seu Jorge em ‘País tropical’ e simplesmente sensacional. Com toda a malandragem que a musica exige. A interpretação de Samuel Rosa em ‘Carango’me surpreendeu MUITO! Espera algo mais pra baixo mas ele conseguiu captar exatamente o espírito da coisa.
Eu ate gostei do Marcelo D2, mas achei o 'rap' que foi introduzido na musica (Nem vem que não tem) desgastante, principalmente pra quem acompanha o D2 e sabe que ele usa esse rap em varias de suas musicas.
Na sequência temos a Mart'nália, cantora que eu gosto e admiro muito, mas que não foi feliz em sua interpretação de ‘Mamãe passou açúcar em mim’. Faltou um pouco de firmeza pra sustentar, não só a voz que parecia sumir em alguns momentos mas também o swing que se faz tão presente nas musicas do mestre.
O Simoninha, como sempre, comprovando que herdou o talento, graça, swing e simpatia do pai. E, como se ‘Aqui é o país do futebol’ não fosse bom o suficiente, ele ainda incrementou a faixa com uma musica de forte apelo popular. Ficou SENSACIONAL!
‘Meia volta’ e o momento mais calmo do show e conta com boa interpretação de Rogério Flausino, que não foi muito exigido... Seguindo temos ‘A Tonga da mironga do kabuletê ‘com Fernanda Abreu que, acostumada a exageros, até que fez um bom trabalho. A música ficou suave e bem gostosinha de ouvir, de dançar.
Max de Castro me passa sempre a impressão de ‘câmera lenta’, inclusive em ‘Meu limão, meu limoeiro’, mas foi bem empático com o público, fazendo-o cantar junto o que deixou a musica com um tom de lembrança e divertimento por parte da platéia. Não posso deixar de comentar a ótima apresentação dos metais no final da musica, colocando a música pra cima e dando um que de perfeição.
Diogo Nogueira faz bonito em ‘Está chegando a hora’. Com uma levada mais samba, sua especialidade, ele dá seu tom a um clássico do carnaval carioca. Péricles com sua voz forte e Thiaguinho com sua voz leve e envolvente, também fazem bom trabalho com o samba-funk de Na galha do cajueiro., deixando a faixa com um gostoso tom dançante.
Frejat só tinha uma função: não estragar uma música tão boa quanto ‘Vesti azul’. E ele conseguiu cumpri-la. E fez mais; a deixou leve, mas com uma leveza que não interfere na melodia. Da Maria Rita, gosto muito da voz, bonita e geralmente bem usada por ela. Mas em ‘Que maravilha’, ficou exagerado. Essa canção merecia uma voz mais tranqüila e, de preferência, masculina.
Também não gostei de ‘Mustang cor de sangue’ com Os Paralamas do Sucesso. Achei os metais muito altos para a voz do Herbert. Os mesmos metais estão impecáveis em ‘Balanço Zona Sul’ com Sandra de Sá, que não teve uma de suas melhores exibições...
A Orquestra Imperial faz seu show em ‘Terezinha’. Eles estão acostumados a gravar esse tipo de música e arrebentam sempre! Ed Motta também torna ‘Lobo bobo’ uma musica tão sua que parece ter feita pra sua potente voz. E seu swing herdado do tio, claro! Metais excelentes, mais uma vez.
‘Remelexo’ ficou gostosa de ouvir na voz de Caetano Veloso, mas achei que os metais estavam, novamente, altos demais para a voz dele. Alexandre Pires fez um bom papel em ‘Sá Marina’, lembrando que não é muito o estilo dele musicas com todo esse swing. A voz pode ate sustentar, mas falta um bom toque de alegria.
Já ‘Zazueira’, com Lulu Santos, é uma historia a parte. Em todo o cd ninguém mudou tanto a musica quanto ele. Perdeu-se a identidade, a melodia, mas ganho-se muita modernidade. E ficou bom! Não melhor que a original, mas bom pra dançar e envolver o publico com algo inovador que e especialidade de Lulu.
Só não posso deixar de comentar a falta de cantores que sempre homenagearam e regravaram Simonal como Pedro Mariano, João Sabiá e outros. Mas no total, o cd é uma bonita homenagem feita pelos filhos Simoninha e Max de Castro, depois de tudo que viram o pai passar injustamente. Você merece, mestre Simonal!

olá, sumida.
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